Comadre Fulozinha
A protetora das matas e dos animais, frequentemente associada a uma jovem de longos cabelos. Guia os viajantes de bom coração e pune caçadores e exploradores da floresta.
Carregando a poesia do sertão...
O Folclore do Nordeste Brasileiro em sua forma mais refinada.
O folclore da Região Nordeste do Brasil é o resultado da fascinante **miscelânea** das culturas indígena, africana e europeia, refletindo a resiliência e a riqueza de seu povo. É um patrimônio vivo, manifesto em tudo: da arquitetura colonial à Literatura de Cordel, que é o seu principal ícone visual.
A xilogravura é a alma visual da nossa poesia em verso.
A protetora das matas e dos animais, frequentemente associada a uma jovem de longos cabelos. Guia os viajantes de bom coração e pune caçadores e exploradores da floresta.
Figura temida, o "Homem do Saco" que perambula à noite, supostamente capturando crianças para usar seus fígados em rituais ou para curar uma doença misteriosa.
Um dos maiores ciclos festivos, contando a história da morte e ressurreição do boi amado, misturando teatro, música e danças típicas. Forte no Maranhão.
Início da formação folclórica com o sincretismo religioso. Influência direta das festas católicas e dos rituais indígenas de cura e caça.
Chegada e consolidação das manifestações africanas (como o sincretismo da Bahia) e festas como o Bumba Meu Boi, que mistura teatro europeu e rituais africanos/indígenas.
Crescimento da tradição oral no sertão, consolidando a **Cantoria de Repente** e a popularização dos folhetos de **Literatura de Cordel**.
O surgimento de mestres como Mestre Vitalino (cerâmica) e Luiz Gonzaga (música), que leva o Baião e o Forró para o reconhecimento nacional e consolida o Frevo.
O coração da festa: o **Zabumba** dita a batida, a **Sanfona** (ou Acordeão) carrega a melodia, e o **Triângulo** adiciona o brilho da percussão. Juntos, formam o autêntico Forró Pé de Serra.
A **Cantoria de Repente** é a arte da improvisação poética. Dois repentistas (cantadores) duelam em versos desafiadores, acompanhados pela **Viola de 10 Cordas**, mantendo viva a tradição oral dos trovadores.
"Arte para mim não é produto de mercado. Podem me chamar de romântico. Sou um idealista. Arte para mim é missão, vocação e festa."— Ariano Suassuna
Os mestres que moldaram e eternizaram a cultura popular.
Músico e compositor, levou os ritmos do sertão (forró, baião, xote) para todo o Brasil. Sua sanfona é o símbolo máximo da música nordestina.
Escritor, dramaturgo e poeta. Criador do Movimento Armorial, que buscou uma arte erudita a partir das raízes populares do Cordel e da Xilogravura.
Um dos maiores artistas populares, imortalizou o cotidiano e os personagens do agreste em suas famosas esculturas de cerâmica (barro).
Bolinho de feijão-fradinho frito no azeite de dendê, recheado com vatapá, camarão seco e salada. Uma herança direta da culinária africana (Bahia).
Base da alimentação regional, feito com flocos de milho cozidos no vapor. Serve como acompanhamento para tudo: do café da manhã à janta (com ovo e carne de sol).
Típica do sertão, é a carne bovina salgada e seca ao sol. É dessalgada e cozida, sendo servida classicamente com macaxeira (mandioca/aipim) e queijo coalho.
Técnica de gravação em madeira (matriz) que, ao ser impressa no papel, gera a imagem em preto e branco com traços fortes. Essencial na ilustração do Cordel.
Trabalho têxtil de extrema delicadeza, onde fios são trançados sobre uma almofada usando pequenos fusos de madeira ("bilros"). Forte no litoral.
Arte do barro que retrata o cotidiano, os mitos e os personagens do povo nordestino, popularizada por artesãos como Mestre Vitalino.